VENEZUELA: REGIME DE NICOLÁS MADURO DERRUBADO EM OPERAÇÃO MILITAR DOS EUA; LÍDER CAPTURADO
Em ação surpresa na madrugada, forças norte-americanas encerram governo autoritário e prendem ex-presidente, marcando ponto de virada na geopolítica continental.
Num evento histórico que redefinirá os rumos da América do Sul, o regime do presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou ao fim nesta madrugada, após uma intervenção militar conduzida pelos Estados Unidos. Maduro, considerado por organizações internacionais e pela oposição venezuelana como o principal ditador da região, foi capturado e está sob custódia. A operação, ordenada pelo presidente norte-americano Donald Trump, encerra um ciclo de mais de duas décadas de chavismo no poder, marcado por profunda crise humanitária, repressão sistemática e erosão das instituições democráticas.
A queda de Maduro representa um momento de reflexão fundamental para o espectro político global, em especial para setores da esquerda internacional que, durante anos, mantiveram um apoio ou uma ambiguidade crítica em relação ao governo de Caracas. Grupos e intelectuais que se autoproclamam defensores intransigentes da democracia e da justiça social, e que frequentemente condenam com veemência qualquer tentativa de desestabilização institucional em outras nações, agora se veem diante do colapso de um regime amplamente documentado por violações graves e recorrentes dos direitos humanos.
Organizações como a Anistia Internacional, a ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos acumularam, ao longo dos anos, relatos detalhados de execuções extrajudiciais, tortura, prisões políticas, supressão da imprensa livre e do direito de reunião. A crise econômica gerada por políticas de estado, combinada com sanções internacionais, levou milhões à fome e ao êxodo, no maior movimento de refugiados da história recente das Américas.
O processo democrático venezuelano, outrora robusto, foi sendo progressivamente desmontado. As eleições de 2018, que deram a Maduro um segundo mandato, foram repudiadas por grande parte da comunidade internacional, incluindo a União Europeia e o Grupo de Lima, por considerarem-nas fraudulentas. A alegação central era a falta de transparência e a não disponibilização das atas de registro dos votos – os chamados "quadernos de votación" –, essenciais para uma auditoria independente. A Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, foi esvaziada de poder com a criação de uma Assembleia Constituinte paralela, em clara violação da separação de poderes.
Para aqueles que, genuinamente, têm na liberdade, na dignidade humana e no império da lei seus pilares fundamentais, a madrugada de hoje marca, portanto, um dia histórico. É a queda de um regime que, em nome de uma retórica revolucionária e anti-imperialista, subjugou seu próprio povo, negou-lhe o pão e a liberdade, e transformou um país rico em um cenário de desespero.
A intervenção militar estrangeira, contudo, abre um complexo debate sobre soberania e direito internacional. Enquanto alguns celebram a remoção forçada de um tirano como um mal necessário, outros alertam para o perigoso precedente de uma ação unilateral, sem mandato multilateral claro. A reconstrução da Venezuela, sua reconciliação nacional e o restabelecimento de uma democracia plena e inclusiva serão os próximos e monumentais desafios.
O fim do regime de Maduro deixa uma lição indelével: a defesa da democracia e dos direitos humanos não pode ser seletiva, nem subordinada a afinidades ideológicas. A liberdade, quando negada dentro de casa, não pode ser defendida de forma convincente no exterior. A partir de hoje, um novo capítulo, incerto e desafiador, começa para a Venezuela. O mundo observa, na expectativa de que o futuro seja, finalmente, escrito pelos venezuelanos, em liberdade.
