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Aposta no Coeficiente: PSD planeja bancada federal "carregada" nos votos de Meneguelli.

Publicada em: 11/01/2026 16:57 -

Sérgio Meneguelli em 2026: Balão de Ensaio para o Anchieta ou Xeque-Mate na Câmara Federal?

VITÓRIA – O tabuleiro político capixaba entrou em ebulição com a recente "cogitação" do deputado estadual Sérgio Meneguelli ao Palácio Anchieta. No entanto, para analistas mais atentos aos bastidores, o movimento carrega menos um desejo real pelo Executivo estadual e mais o cheiro de uma estratégia refinada de ocupação de espaço. Em um jogo onde "quem não é visto, não é lembrado", Meneguelli parece estar pulverizando seu nome para, no momento certo, dar o bote em uma cadeira estratégica: a de Deputado Federal.

Historicamente "rifado" de seus planos ao Senado na eleição passada — apesar de liderar pesquisas na época —, Meneguelli carrega a mágoa da rasteira partidária, mas também o trunfo de ser o deputado estadual mais votado da história do Espírito Santo (138.523 votos). Desta vez, o cenário aponta para uma manobra de "Puxador de Votos".


A Estratégia do "Pescador" de Coeficiente

A lógica é matemática e política. Ao se colocar como pretenso governador, Meneguelli mantém sua imagem em evidência no debate central. Contudo, ao recuar para a disputa federal, ele se torna um ativo valiosíssimo para o PSD.

Com seu potencial eleitoral, ele não apenas se elege com folga, mas atinge o coeficiente partidário necessário para "pescar" e carregar consigo ao menos mais um candidato da chapa — fortalecendo o grupo liderado por Renzo Vasconcelos e garantindo uma bancada robusta em Brasília.


O Choque com os "Donos das Emendas"

Se o plano de Meneguelli se confirmar, ele entrará em rota de colisão direta com nomes de peso que hoje dominam a interlocução com os municípios. Diferente de Meneguelli, que baseia seu capital político no carisma e nas redes sociais, figuras como Da Vitória (PP) e Paulo Foletto (PSB) consolidaram seus redutos através do pragmatismo das emendas parlamentares.

  • Da Vitória: Atual coordenador da bancada capixaba, detém as chaves de grandes remanejamentos orçamentários e possui uma capilaridade invejável entre prefeitos e vereadores.

  • Paulo Foletto: Com histórico de entregas robustas em infraestrutura e agricultura (especialmente no Norte do estado e em Colatina), Foletto é o exemplo do político que se fortalece no diálogo institucional e na liberação de recursos.


 Carisma vs. Caneta

O embate de 2026 será o teste definitivo entre dois modelos de política. De um lado, o fenômeno de votos Sérgio Meneguelli, que dispensa grandes estruturas e aposta na conexão direta com o eleitor. Do outro, a "velha guarda" parlamentar, que entende que o voto se conquista e se mantém com o asfalto, o trator e a verba no fundo municipal de saúde.

Meneguelli sabe que, para ser Federal, precisará de algo mais que sua bicicleta e o radinho; ele enfrentará candidatos que "falam a língua dos prefeitos". Ao mesmo tempo, os veteranos Da Vitória e Foletto sabem que um "puxador de votos" como Meneguelli pode desequilibrar o jogo, ocupando um espaço que hoje pertence ao sistema de alianças tradicionais.

Resta saber se o eleitor capixaba priorizará o representante que "vive as dores do povo" nas redes sociais ou aquele que envia o recurso para o hospital da cidade. Em 2026, a urna será o juiz entre a política do carisma e a política do resultado orçamentário.

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