O Abismo dos R$ 10 Trilhões: Gastança Populista e Juros Recordes Expõem o Fracasso da "Inclusão" por Decreto
BRASÍLIA – A fatura da gastança descontrolada finalmente chegou, e o valor é astronômico. Dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (30/01/2026) revelam que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu a marca histórica de R$ 10 trilhões, saltando para 78,7% do PIB. O que se vê, por trás da propaganda oficial de assistencialismo, é uma política fiscal que flerta com o precipício, sacrificando o futuro do país em troca de uma popularidade artificial que mais se assemelha a uma compra de votos velada.
A Anatomia do Deficit: O Bilhão virou Trilhão
O cenário pintado pelo BC é de uma desolação técnica que assusta o mercado financeiro e afasta investimentos produtivos. Em 2025, o setor público consolidado registrou um deficit nominal de R$ 1,06 trilhão (8,34% do PIB).
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A Escalada da Dívida: No fechamento de 2024, a dívida estava em 76,3% do PIB. Em apenas um ano, a elevação foi significativa, empurrando o Brasil para um patamar de risco que eleva a desconfiança externa.
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O Ralo dos Juros: O país gastou R$ 1,0 trilhão apenas com o pagamento de juros da dívida em 2025, contra R$ 950,4 bilhões no ano anterior.
O Silêncio Ensurrecedor sobre os 15%
Curiosamente, o Palácio do Planalto, que outrora promovia ataques ferozes e sistemáticos à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central quando as taxas eram menores, hoje se mantém em um silêncio sepulcral. Com a taxa de juros cravada em 15% ao ano — uma das maiores já vistas — o governo parece ter perdido a voz para criticar a política monetária que ele mesmo ajuda a inflar com sua irresponsabilidade fiscal.
O resultado desse cenário é uma desconfiança generalizada: sem âncoras fiscais críveis, o mercado exige juros maiores para financiar um governo que não para de gastar o que não tem.
A Farsa da Inclusão: Prateleiras como "Artigos de Luxo"
Para o brasileiro comum, a "política de inclusão" propagandeada em Brasília não passa de uma mentira estatística. O poder de consumo foi corroído por um cenário fiscal que gera inflação e juros punitivos.
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Supermercados: Produtos básicos que antes compunham a cesta básica agora são tratados como artigos de luxo, inacessíveis para quem depende exclusivamente de auxílios governamentais.
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Desejo Distante: Nas lojas de eletrodomésticos, o sonho de renovar a casa tornou-se uma miragem. Mesmo com o sacrifício de parcelamentos em 15 vezes, o custo do crédito e a perda de renda real transformaram bens de consumo duráveis em privilégios de poucos.
Um Gigante com Pés de Barro
Oferecer assistencialismo sem gerar capacidade de produção e emprego é apenas uma forma de manter a população refém do Estado. O Brasil termina 2025 como um gigante com pés de barro: endividado, com juros sufocantes e uma maquiagem social que derrete diante da primeira gôndola de supermercado. O "progresso" vendido pelo governo é, na verdade, uma dívida de R$ 10 trilhões que será cobrada das próximas gerações.
